Patrocínio

Patrocínio

terça-feira, dezembro 19

Em Petrolina, ministro Mendonça Filho participa do seminário do Movimento Pernambuco pela Educação

Mendonça falou durante o evento sobre ações do Ministério

O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou na manhã desta segunda-feira, 18, em Petrolina, do segundo seminário do Movimento Pernambuco pela Educação. O debate tem como objetivo propor alternativas para melhorar os indicadores de Pernambuco referentes à alfabetização. 

Mendonça Filho ressaltou a importância da participação de todos para aprimorar a educação do país. “É preciso envolver toda a população brasileira para que se tenha consciência de que o Brasil para crescer; para gerar justiça social, é preciso ter a educação como base de transformação”, afirmou o ministro, ressaltando que seminários como esse representam uma grande mobilização para que se melhore o desempenho da educação em Pernambuco. 

“Se identificarmos especificamente os índices relativos à alfabetização, temos a clareza de que, infelizmente, o nosso desempenho não é razoável”, avaliou o ministro. ”O que a gente quer é melhorar esse desempenho desde a educação infantil, passando pela alfabetização, para assegurar às crianças e jovens do Brasil um desempenho educacional de boa qualidade”.

Participaram do evento prefeitos, secretários municipais de educação, gestores e empresários. O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, lembrou que o município vem se destacando na área educacional, mas muito ainda precisa ser feito. “Queremos aqui discutir o crescimento da educação de Pernambuco e do Brasil, para que a gente tenha uma mão de obra mais qualificada para fazer o país crescer”, explicou. O Prefeito de Salgueiro, Clebel Cordeiro, também prestigiou o evento.

O secretário de Educação de Pernambuco, Frederico Amancio, ressaltou a importância dos investimentos na qualificação profissional. “A educação não tem fórmula mágica, então são importantes muitas coisas e uma delas é a valorização do professor, desde as universidades, até seu dia a dia das escolas, passando pela melhoria da infraestrutura das escolas, que é também um investimento muito importante para melhoria das condições de trabalho”.

Durante a manhã, foram realizadas palestras do presidente do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), Marcos Magalhães, e de Almeri Dedonatto, gerente de Educação e Tecnologia do Senai e coordenador, em Chapecó (SC), do Movimento Santa Catarina pela Educação. 

O Movimento Pernambuco pela Educação é realizado pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, com apoio da TV Escola, Fundação Joaquim Nabuco, Instituto Ayrton Senna e Unesco.

BNCC – O ministro Mendonça Filho aproveitou a oportunidade para falar sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), no último dia 15 de dezembro, e que será homologada na próxima quarta-feira, 20, em cerimônia no Palácio do Planalto. O documento prevê a alfabetização das crianças até o segundo ano do ensino fundamental. 

“Essa mudança vai assegurar equidade e a mesma oportunidade para todos”, concluiu Mendonça Filho. “O que a gente quer é que a BNCC sirva de referência na elaboração de currículos adequados e que esses currículos ajudem a melhorar o desempenho não só na alfabetização, na educação infantil e na educação básica como um todo.” 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social

sábado, dezembro 2

Esses são os grupos da Copa da Rússia 2018...

Grupos fáceis ou traiçoeiros??
Pela primeira vez desde muito tempo, após um sorteio dos grupos de uma Copa não temos um grupo delineado como sendo o "da morte". Na Copa aqui no Brasil tivemos um com 3 campeões ( Itália, Inglaterra e Uruguai ) e uma seleção que era descartada: a Costa Rica. Pois ela foi a primeira enquanto que os uruguaios ficaram em segundo. Agora, não temos uma grupo assim. Nem mesmo 2 campeões mundiais na mesma chave teremos.

Começo falando da decepção: o jogo de abertura deverá ser uma de um pobreza técnica que vai deixar todos dormindo, entre Rússia e Arábia Saudita. Aliás, o grupo A tem tudo para ser um dos mais chatos, porque o Uruguai deve passar até mesmo em primeiro e o Egito não me anima. No Grupo B temos a rivalidade regional possível ( uma vez que só Europeus podem ficar no mesmo grupo ) entre Portugal e Espanha, se digladiando logo na primeira rodada. Os outros 2 times do Grupo não me parecem ter forças para atrapalhar, mas uma derrota na abertura pode repetir o que aconteceu com a Espanha em 2014, que sofreu uma implosão poucas vezes vista em Copas.

No Grupo C temos uma França que não empolga, mas que precisa ser respeitada, com 3 rivais que se equilibram: Peru, Austrália e Dinamarca. Os gauleses devem passar fácil em primeiro, mas o segundo colocado é bem complicado prever, com os nórdicos talvez em uma posição a frente dos outros 2, mas os incas e os oceânicos podem se classificar. No Grupo D, talvez o mais complicado, temos uma Argentina que não tem identidade nas mãos de Jorgi Sampaoli que não terá tempo de implementar filosofias até o Mundial. E essa não é a única preocupação dos argentinos que encaram uma forte seleção na Croácia, uma incógnita na Islândia e um perito iminente da Nigéria. Me parece o cenário ideal para uma tragédia. Ou uma largada para uma época conquista, como o Brasil em 2002, num cenário parecido. 

Grupo E é o do Brasil. Nem tão complicado como poderia ser e nem tão fácil como pode parecer. Diante do que poderia ser, temos um grupo acessível. O Brasil deve chegar na Copa com uma equipe pronta para competir, não precisando acertar-se durante a fase de grupos. Diante disso, entendo que devemos passar sem grandes sustos, mas é bom ter cuidado porque Suíça e Sérvia jogarão totalmente fechadas contra nós e o time tem tido dificuldades nestes cenários, como no último amistoso contra a Inglaterra. A Costa Rica não é mais o time de 4 anos atrás, mas tem uma curiosidade: depois de uma grande Copa, o time costuma decepcionar. Em 1990 foi até as oitavas e em 2002 ficou na primeira fase. Se isso se mantiver...

Os problemas pro Brasil podem começar nas oitavas, pois o caminho do Brasil cruza com o Grupo F, da Alemanha. Um dos 2 que tropecem, e teremos uma re-edição da semi-final do Mineirão logo nas Oitavas. Além disso Suécia e México são rivais de qualidade, com o segundo sendo a recente pedra no sapato da seleção brasileira. A Coreia do Sula corre por fora, mas não pode ser descartada.

Pra fechar a lista temos 2 Grupos difusos: o G com Bélgica e Inglaterra, mas com com Tunísia e Panamá como times menos cotados, e o H onde praticamente ninguém se destaca. Sorteios de Copas tem suas esquisitices e isso está bem latente quando temos belgas e ingleses abrindo um grupo. A ótima geração belga tem suas estrelas concentradas na Premier League e elas vão medir força contra o time do país onde atuam. Para panamenhos ( estreante em Copas ) e tunisianos resta tentar a superação contra os favoritos. Lembrando que os ingleses são conhecidos por se complicarem facilmente nas Copas. No grupo final da Copa, teremos talvez o mais equilibrado grupo de todos, mas por baixo. Polônia, Colômbia, Senegal e Japão formam uma rara combinação de falta de tradição, de títulos e de estrelas isoladas que são rodeados por jogadores comuns. De tão parecidos é complicado apontar até mesmo favoritos. 

A sorte está lançada e agora teremos longos 6 meses para debater sobre quem passa, quem fraqueja e quem irá mais longe. Uma informação adicional: o Brasil ficará sediado em Sochi e por isso, longe das sedes. Antes que alguém critique a decisão é preciso informar que no Verão russo as médias de temperaturas giram abaixo de 20º. Assim sendo, Sochi tem temperaturas menos baixas, o que ajuda na preparação. E por fim, a cidade não é a mais badalada dos Russos.

sábado, novembro 18

Peru fecha a lista de classificados para Copa e os 4 potes são definidos

Uma longa espera de 36 anos finalmente chegou ao fim...
A Seleção do Peru fechou a lista dos 32 classificados para Copa da Rússia. Em uma partida tranquila, onde a Nova Zelândia não esteve em momento algum no ritmo da partida de vida ou morte. os comandados de Ricardo Gareca conseguiram a vaga pra Copa. Desde 1982 que os Incas não se classificavam ao Mundial e Gareca consegue enfim o passaporte que lhe foi privado em 82 e em 86, quando inclusive marcara o gol que garantiu a vaga ao albicelestes. Curiosamente contra o Peru que agora comanda.

Uma vez conhecidos os 32 classificados é hora de imaginar até o dia 1º de Dezembro como pode ser o grupo do Brasil. De muito fácil até o mais complicado. Decidi brincar, mas antes vejam como ficaram os 4 potes do Sorteio:


Antes de brincar, algumas informações: nenhum grupo pode ter 2 seleções do mesmo continente, exceto se forem europeias, mas limitadas a duas. Teoricamente dá para termos grupo sem representante do Velho Continente, embora a chance seja bem pequena. Assim sendo podemos ter alguns grupos interessantes com o Brasil:

  • Tranquílo - Suíça, Tunísia e Arábia Saudita. O primeiro grupo seria muito acessível. Tunísia e Arábia Saudita não possuem equipes para passarem de fase e a Suíça é forte apenas pela defesa. O time de Tite passaria com um pé nas costas aqui.
  • Equilibrado - Croácia, Costa Rica e Japão. Não existiriam 3 forças aqui e convenhamos, as 3 seleções brigariam em pé de igualdade entre si pelo segundo posto, por isso cito que existiria um equilíbrio no grupo.
  • Complicado - Croácia, Senegal e Sérvia. A primeira citação para justificar o equilíbrio aqui é o fato de que Croácia e Sérvia são inimigas fora de campo, tendo as suas feito para da outrora fortíssima Iugoslávia. Senegal volta às Copas e sempre é uma incógnita nestas situações. Uma derrapada numa na estreia diante de uma das duas rivais, poderia colocar em risco a classificação.
  • De Morte - Espanha, Suécia e Nigéria. O confronto diante dos africanos sempre remeterá a 1996 e os Jogos de Atlanta e só por isso já é complicado. A Espanha é de um nível diferente desde 2008 e os Suecos sempre complicaram para o Brasil em Copas - menos na distante Copa de 1950. Seria mais complicado do que o anterior, porque uma derrota para os espanhóis e um empate contra os suecos não é algo impensável...
Claro e evidente que podemos passar sufoco com um grupo acessível ( como em 1966 por exemplo ) ou passar extremamente fácil como em 1970 ou em 1986. Tudo são conjecturas, é claro, mas até o sorteio no dia 1º esse é o lado bom. Imaginar contra quem iremos nos confrontar em campos russos.

sábado, novembro 11

Até terça a Itália viverá uma clima que não vivia desde 1957...


Os próximos dias serão tensos na bota européia... com a derrota por 1x0 sofrida no confronto de ida da repescagem da Europa, a Tetra Campeã Itália corre sérios riscos de ficar de fora da Copa na Rússia. Os italianos tentam evitar o vexame de ficar fora da Copa depois de 60 anos, quando caiu para a Irlanda do Norte falhando em chegar no Mundial da Suécia. Foi a última vez que Azzura ficou de fora de um mundial. Curiosamente pode acontecer de novo, diante da Suécia que sediou aquele mundial.

O futebol italiano vem em decadência desde o fim dos anos 90. A conquista da Copa da Alemanha pode ser considerado um ponto fora da curva, porque a Liga Nacional está decaindo,  no ranking da UEFA perderam a quase uma década a quarta vaga para os alemães e vive uma entressafra de talentos imensa. Passou vergonha nas suas últimas Copa, sendo eliminada na primeira fase em ambas.

Do outro lado, os suecos tentam voltar à um Mundial depois de 2002, quando ajudaram a eliminar outro gigante: a Argentina. Sem o seu maior jogador recente, Zlatan Ibrahimovic, o time sueco aposta no conjunto. Que foi o ponto alto na partida em casa e pode fazer a diferença na volta. 

Já os italianos precisarão fazer algo que não estão acostumados: superar-se de péssimos resultados. A partida em Milão será tensa e pode jogar um trauma a mais na história da Squadra Azzura. Assim como aqueles atletas de 60 anos atrás. Que aliás, tinham sido eliminados na primeira fase das 2 Copas anteriormente ( 1950 e 1954 ) e das 2 seguintes ( 1962 e 1966. 

Evitar isso é o papel deste grupo atual. Vai ser uma longa espera até o fim da partida contra a Suécia... e todos os fantasmas do passado a volta...

domingo, novembro 5

Mendonça Filho recebeu título de cidadão Salgueirense




O ministro da Educação, Mendonça Filho, recebeu nesta sexta-feira, 3, o título de cidadão salgueirense, concedido pela Câmara de Vereadores da cidade de Salgueiro, no sertão de Pernambuco. “Para mim, é uma alegria enorme porque eu tenho uma história de vida dedicada a Pernambuco e a Salgueiro”, declarou.

O gesto é um reconhecimento às ações de Mendonça em prol da educação na cidade, tanto à frente do MEC, quando viabilizou a implantação de um campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) no município, quanto no comando do governo de Pernambuco, em 2006, ocasião em que levou para Salgueiro um campus da Universidade de Pernambuco (UPE).
“Quando governador, eu pude realizar um sonho antigo que foi o de trazer um campus universitário para Salgueiro e, hoje, como ministro da Educação, consolido outro sonho da população de Salgueiro, que é o sonho da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Ter o reconhecimento a partir destas ações é algo que me gratifica e sensibiliza bastante”, completou Mendonça Filho.

A iniciativa partiu do vereador Hercílio de Carvalho e o ministro foi pessoalmente receber a homenagem, que aconteceu na Casa Epitácio Alencar. O presidente da Câmara, vereador Auremar Carvalho destacou a necessidade que o município tem em investimentos em educação e a celeridade com que eles têm chegado. 

“O ministro trouxe várias coisas para Salgueiro no pouco tempo em que está no ministério, além da Universidade de Pernambuco, que pôde trazer para nós quando foi governador, ele vem assinando uma série de ordens de serviço em institutos federais que beneficiam diretamente nossa cidade. Isso demonstra uma preocupação com a educação na nossa região que nos abre caminhos para o desenvolvimento”, disse o presidente da Câmara.

Brasil sem piloto na F1, algo que não acontecia desde 1970

Emerson em sua estréia na F1, em Brands Hatch
Com o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa e com a praticamente impossível contratação de outro brasileiro por um equipe para a temporada 2018, uma sequência de 47 anos seguidos com algum piloto do Brasil na F1 vai chegar ao fim. Era, tirando os britânicos e italianos, a maior sequência de representação da história da F1. Agora ficaremos sem ter um piloto na F1. E isso diz muito sobre o esporte no Brasil...

Nos primórdios da F1, alguns brasileiros tentaram a sorte, com destaque o mítico Chico Landi, que foi o primeiro a pontuar para o Brasil. Hernando da Silva Ramos e Fritz D'Orey também correram alguns GPs. Foram os pioneiros, mas jamais foram pilotos de equipes oficiais. Eram loucos, que não conseguiram se firmar no circo maior do automobilismo. Até o ano de 1968...

Dois irmãos, de ascendência italiana, gostavam demais de corridas. Criaram carros, era mecânicos, enlouqueciam a mãe D. Juze e enchiam de orgulho o pai, o Barão Wilson Fittipaldi, também piloto e narrador de corridas. O mais velho, Wilsinho era conhecido como Tigrão, por seu arrojo ao volante. O mais novo, Emerson, era o Rato, por ser astuto e conseguir manter-se vivo nas corridas e vencê-las com a inteligência. Os dois, junto com outros grandes nomes da época - Jose Carlos Pace o mais famoso de todos - seriam os primeiros brasileiros a tentar a sorte na Europa depois de muito tempo. 

Emerson foi primeiro e assombrou a Inglaterra com sua pilotagem segura, praticamente sem quebras do seu F3. Venceu corridas e passou rapidamente para a F2, a porta de entrada da F1 a época. No meio de 1970 já estava correndo para a mítica Lotus, de Colin Chapman. Estreou na Inglaterra ( foto que ilustra este post ), marcaria pontos na Alemanha e veria a morte de perto na Itália, quando o companheiro Jochen Rindt morreu numa batida no treinos. Ele terminaria por dar o título ao colega falecido ao vencer a corrida final em Watkins Glenn, nos EUA. Sim, vencer. Emerson detém até hoje o recorde de vitória mais rápida na F1 para quem não começou a temporada e tenha feito mais de 4 corridas.

Ele seria campeão em 1972, temporada em que tivemos outros 2 pilotos: o irmão Wilsinho e o Moco ( José Carlos Pace ). Ele seria bi-campeão em 1974 e tentaria, ao lado do irmão, fazer uma equipe vencedora. Não deu certo. Mas a semente plantada por Emerson, germinou. Em 1978 um carioca radicado em Brasília chegou para mostrar que não fora obra do acaso o que acontecera em 1970. Seu nome? Nelson Piquet Soto Maior. Venceria a primeira 2 anos depois, em etapa curiosamente onde Emerson conseguiria seu último podrum na F1, numa simbólica coincidência. Piquet venceria 3 campeonatos e seria vice outras 2 vezes. Depois veio Senna...

Acontece que depois de 1994, com a morte de Senna, as vitórias rarearam. Foram apenas 22 vitórias até 2008, quando veio a última. O máximo que conseguimos foram 3 vice-campeonatos, com Rubens Barrichello ( 2 ) e Felipe Massa. Já são quase 10 anos sem vitórias e como não teremos piloto no ano que vem, serão mais do que isso. Além disso, nem mesmo nome de apoio temos formado mais, com algumas raras exceções. E não apenas a quantidade ficou pior, mas também a qualidade.

Hoje não temos nenhum piloto de destaque nas categorias de acesso. Já tem alguns anos que não fazemos campeões da F3 inglesa ou da categoria de acesso à F1. E nem parece que tenhamos jovens em condições de chegar lá num futuro próximo. Assim, pela primeira vez em 47 anos ficaremos sem Piloto.

E isso diz muito sobre nosso esporte, que não anda nada bem recentemente. Igualmente sem perspectivas de melhoras...

sábado, outubro 28

Lula pela Mentira, por Felipe Moura Brasil


Em homenagem aos 72 anos de Lula, completado ontem, trago um texto que desnuda a sua alma asquerosa, feita por Felipe Moura Brasil, do Site O Antagonista. Os grifos em vermelho, foram feitos por mim.

Lula pela Mentira


Enquanto a Câmara dos Deputados enterrava a segunda denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, Lula disparava as suas bravatas em caravana por Minas Gerais, abusando do seu estilo “nós” (os autoproclamados defensores dos pobres) contra “eles” (os membros de uma alegada elite que odeia pobres). Em Itinga, por exemplo, o suposto pré-candidato presidencial disse: “O governo precisa parar de fazer corte no orçamento. Nós precisamos cortar é o dinheiro emprestado pros ricos e aumentar o dinheiro financiado pros pobres.” 

Mas como parar de fazer corte no Orçamento, se Dilma Rousseff, a afilhada de Lula, estourou as contas públicas, deixando um déficit fiscal de 170 bilhões de reais? E quem é Lula para falar em “cortar dinheiro emprestado pros ricos”? Os empresários mais ricos desse país, seja da JBS ou de empreiteiras que participaram do esquema de corrupção da Petrobras, como Odebrecht e OAS, ganharam fortunas em dinheiro público durante os governos do PT, geralmente pagando propinas para isso, como no próprio caso do triplex de Lula, apontado na sentença de Sérgio Moro como contrapartida por três contratos com a maior estatal brasileira. 

Entre 2006 e 2014, a receita líquida da JBS de Joesley Batista, por exemplo, cresceu cerca de 2.800%, passando de R$ 4,3 bilhões pra R$ 120,5 bilhões, graças ao bom relacionamento com o PT, que lhe rendeu acesso a fartos financiamentos do BNDES. Mas o cinismo de Lula foi além: “Agora mesmo nós estamos vendo eles comprarem votos de deputados para manter a permanência do Temer na presidência, quando 97% do povo não quer que o Temer continue na presidência.”

Eu, Felipe, posso denunciar Michel Temer por ter gasto 32,1 bilhões de reais em compra de votos para enterrar a segunda denúncia, mas quem é Lula para fazer isso?  O comandante máximo montou um quartel general num hotel de luxo em Brasília na época do processo de impeachment de Dilma Rousseff, onde recebeu parlamentares para oferecer o diabo em troca de votos para salvar sua afilhada; e ainda teve uma reunião secreta com Joesley Batista e Eduardo Cunha para tentar dissuadir o então presidente da Câmara de levar adiante o processo

Agora veja o que Lula disse em Araçuaí, sempre atribuindo a adversários indeterminados frases formuladas por ele mesmo: “Quando a gente criou o Bolsa-Família, [a oposição] dizia ‘ah, esse Lula tá dando dinheiro pra pobre porque esses pobres não vão querer mais trabalhar, eles tão virando vagabundo’. Eles nunca viram uma criança ir dormir sem tomar um copo de leite à noite". Relembro, então, o que o próprio Lula falava ( vídeo no início deste post ), inclusive sobre o leite, quando ele ainda estava na oposição no ano 2000:  “E, lamentavelmente, você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, ela é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto tíquete de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca em época de eleição.”

Pois é. Quando chegou à presidência, Lula usou e abusou dessa peça de troca, enquanto comandava o projeto criminoso de poder do PT. Toda caravana de Lula, além de um fiasco, é um tributo à hipocrisia.